Arquivo mensal: março 2013

Maior Galáxia do Universo

Um ex-aluno da antiga ETFCE antiga Escola Técnica hoje IFCE Instituto Federal de Educação faz a descoberta da maior galáxia existente no universo. Veja a reportagem a abaixo da BBC.

Traduzido por José Carlos F. Bastos

 Por Jason Palmer repórter da BBC News, em Long Beach, Califórnia 

imagem 1

Galex revelou uma riqueza de novas estrelas nos confins da galáxia

Astrônomos avistaram a maior galáxia espiral conhecida – de forma acidental. Uma equipe estava olhando através de dados do Galaxy Evolution Explorer (Galex) satélite para regiões de formação estelar ao redor de uma galáxia chamada NGC 6872.

Mas eles ficaram chocados ao ver uma faixa enorme de luz ultravioleta de estrelas jovens, o que indica que a galáxia é realmente grande o suficiente para acomodar cinco vezes a nossas galáxias Via Láctea dentro dela.

A descoberta foi relatada na reunião da Sociedade Astronômica Americana, nos EUA.

NGC 6872, é uma galáxia cerca de 212 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Pavo, já era conhecida por ser uma das maiores galáxias espirais.

Perto dele fica uma galáxia em forma de lente ou lenticular chamado IC 4970, que parece ter deixado de funcionar na forma espiral nos últimos tempos. Rafael Eufrásio, da Universidade Católica da América e Goddard da Nasa Space Flight Center e colegas da Universidade de São Paulo no Brasil no Observatório Europeu do Sul, no Chile estavam interessados em uma série de regiões fora da galáxia.

“Eu não estava olhando para a maior espiral – só que como um presente”, o Sr.Eufrásio disse à BBC News.

Galex – um telescópio espacial projetado para procurar a luz ultravioleta que estrelas recém-nascidas colocar para fora – sugeriu que a NGC 6872 ficou muito maior em tamanho por conta da colisão. A equipe passou a usar uma variedade de dados de outros telescópios, incluindo o Very Large Telescope, o levantamento de todos Micron Two-Sky e do Telescópio Espacial Spitzer – cada um dos quais vê em um determinado conjunto de cores, por sua vez evidenciando estrelas de diferentes idades . Eles descobriram que as estrelas mais jovens nos confins de braços da enorme galáxia em forma espiralada, ficando progressivamente mais para o centro. Isso sugere uma onda de formação de estrelas, que se deslocou para os braços, partiu pela colisão com IC 4970, com os novos aglomerados estelares empurrando a galáxia no topo em termos de tamanho.

“Ele é conhecido por estar entre o maior em duas décadas, mas é muito maior do que pensávamos”, explicou Eufrásio.

“A galáxia que colidiu com o disco central da NGC 6872 estrelas em todo os lugares -. 500.000 anos-luz de distância”

imagem 2

Uma simulação da colisão galáctica sugere que aconteceu 130 milhões anos antes da situação que vemos hoje.

Além de ser um para o livro dos recordes, a NGC 6872 atualiza o catálogo da galáxia conhecida quebra-ups, demonstrando quão dramaticamente galáxias pode ser alteradas e acrescentadas por colisões.

“Isso mostra a evolução de galáxias no contexto maior do Universo – como as grandes galáxias que tínhamos antes eram acrescidas de pequenos aglomerados no Universo primitivo,” o Sr. Eufrásio disse.

“Nós apenas estamos vendo um exemplo de duas galáxias interagindo, mas no passado isso aconteceu muito mais vezes – é assim que a grande galáxia espiral discos que temos, provavelmente foram formadas pondo isso em um contexto maior, que é um sistema muito legal.”.

Quem desejar vê a reportagem no original, click no link abaixo:

(http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/01/130111_colisao_galaxia_satelite_mm.shtml ou

http://www.jpl.nasa.gov/news/news.php?release=2013-016)

Os vários lados da emissão radioativa

radiation-1024x819

O fenômeno da radiação pode ser exemplificado, do ponto de vista químico, como sendo a aparição de entidades (emissões radioativas), provindos de uma reação nuclear de decaimento. Essas emissões, possuem capacidades ínfimas de degeneração, penetração, entre outros efeitos, quando em presença de um meio propício (como por exemplo, a pele humana),devido a sua energia ionizante.

Atualmente, sabe-se de que todo e qualquer elemento químico, naturalmente ou transmutado, pode emitir radiação, chamados então de isótopos radioativos ou radioisótopos.Não é novidade de que esses radioisótopos são de grande aplicação social, principalmente no que se diz as novas matrizes energéticas sustentáveis e a medicina nuclear. No entanto, acidentes como o de Chernobyl, Fukushima e o de Goiânia nos fornece um extenso panorama das consequências causadas pelo uso de radioisótopos.

Naturalmente, os seres humanos estão expostos a um nível de radiação anual despreocupante , provindos da radiação cósmica, de elementos naturais e até mesmo de compostos utilizados na construção civil, girando em torno de 2 a 3 milisieverts de exposição radioativa. O problema é quando esse nível é ultrapassado.

Um dos agravamentos da superexposição radioativa é a Síndrome Aguda da Radiação,caracterizada pela exposição  a  cerca de 3 sieverts (3  mil vezes maior que a recomendada anualmente), sendo então gerados vários sintomas inciais, como: náuseas, vômitos e diarreias, podendo evoluir para um quadro clínico mais grave, causando a perda de apetite, fadiga, problemas gastrointestinais e, convulsões e coma nos estados mais avançados.

O grande paradigma científico é que, em um exame clínico ou tratamento, como por exemplo a radioterapia e o raio-X o paciente pode ficar exposto a 1 milisievert em apenas uma sessão. Para controle de tal situação, as autoridades alertam os hospitais e institutos de todo o mundo para a avaliação detalhada do paciente, averiguando medidas cabíveis ao tratamento necessário ou se há formas de diagnósticos não agressivos. Mas os problemas da superexposição não param por aí, vários acidentes são responsáveis por alterações fisiológicas nas vítimas, devida a grande liberação de radiação nos acidentes nucleares.

O acidente mais famoso e destrutivo, historicamente, aconteceu na Ucrânia, na cidade de Chernobyl, em abril de 1986. A nuvem radioativa gerada ficou altamente ativa por cerca de 10 dias, causando mais de 25 mil mortos e pondo cerca de ¾ da Europa em situação de risco, além da contaminação de animais e vegetais. As causas do acidente devem-se a explosão de um dos reatores de fissão nuclear da usina.

Imagem1

Os efeitos da radiação podem ser em longo prazo, curto prazo ou apresentar problemas aos descendentes da pessoa infectada (filhos, netos). O indivíduo que recebe a radiação sofre alteração genética, que pode ser transmitida na gestação. As emissões afetam os átomos que estão presentes nas células, provocando alterações em sua estrutura. O resultado? Graves problemas de saúde como a perda das propriedades características dos músculos e da capacidade de efetuar as sínteses necessárias à sobrevivência.

Certas emissões radioativas, como por exemplo as radiações gama, podem alterar fisiologicamente a estrutura corporal humana. Essas radiações penetram o DNA celular, promovendo a autodestruição da célula e consequentemente o comprometimento de estruturas especializadas.

A grande questão é que não podemos fugir da evolução tecnológica. A energia nuclear representa uma eficiência muito superior à energia termoelétrica, por exemplo, 1 grama de carvão produz energia suficiente para manter acesa uma lâmpada acesa de 200 Watts durante 1 minuto, enquanto 1 g de urânio produz energia para iluminar uma cidade de 500.000 habitantes durante 1 hora. Além disso, no campo da medicina nuclear, diversos radioisótopos são utilizados em exames como: tomografias computadorizadas, radioterapia, mapeamento da tireóide e por aí vai.

Via: http://blog.alimenteocerebro.com/